@ - Andrade, Oswald: - V. Abecedário/Pasta 11.
@ - Bárbara, Julieta: - V. Abecedário/Pasta 11.
@ - Campos, Augusto de - (Portrait ultra-desenvolvido e muito distribuído, -- com com bastante acréscimo – no LIVRO, agora na gaveta Introdução) . / V. Fita VHS do Itaú Cultura: - 0h16´50´´ - capa da rev. “Código”, atribuída ao Augusto de Campos: parece-se muito com a sobre-capa da edição hard cover do “Guide to Kultur”, de Ezra Pound, v. se confirma na Internet / Google / Pound / Guide to Kultur, 1a. ed. / Images. COMEÇOU A APARECER NA “CÓDIGO” APÓS A SEGUNDA EDIÇÃO DO LIVRO DO POUND, QUE MUDOU DE CAPA - 0h48´00´´ (A.C., !) f^.
@ - Campos, Haroldo de: Para a nota de rodapé da IP-INTRODUÇÃO [ LIVRO]: “Se pudesse dar uma carpeauxíada (sínteses magistrais!), diria do Haroldo: a imaginação verbal em pessoa! Agregar os vezos do Severiano de Azevedo, cf. pp. 475 ss. do tratado do Muricy/Simbolismo. - V. verbete, in IP-Avulso do Word ou IP-Portraits, Haroldo de Campos: de quando é “O sétimo selo”, de Ingmar Bergman, pois no AUTO DO POSSESSO, de Haroldo de Campos, de 1950, = já existia, cf. p. 33: - "A AMADA: Ouve, agora, junto ao mar// um enxadrista joga."
@ -Celso Thomei & mulher (Luíza) , em casa, para o Imposto de Renda, 21-1-1996: Alma subalterna Orgulho de classe Graduado na resignação
Sua mulher: tristeza plissada (vincada) mas com reflexos (refolhos) de grandes esperanças. Ambos têm um medo sacro, até filial, pelo Percy e veem na Marilu (só se referiram a ela uma vez, aludindo ao seu vezo do grito brincalhão) veem na Marilu, repito, uma sentinela de ameia daquele amor de fortaleza pelo lar.
(CELSO THOMEY, 560-1787 E (REC.) 560-1381. TELEFONE ATUAL (1997): 5560-1787.
@ - Cipro Netto, Pasquale(“Prof. Pasquale/´Nossa Língua Portuguesa´ ” )
(O pedestal lhe calçado/ a segurança que lhe dá/ o segredão polichinelesco de reticular os mínimos detalhes do óbvio, mas sabendo tudo- tudo da Gramática, não só no que esta possui de essencial, mas naquilo em que aparentemente nunca foi possuida, no sentido – vá lá – sexual da expressão.E casado com a circunstância de fazer a maioria das abonações com o melhor da MPB, resultante de seu bom gosto infalível e fatal para seus concorrentes. Mesmo àqueles da linha clássica, engravatada, tipo Napoleão Mendes de Almeida, Said Ali et al. E, para mim o mais importante na midiática: é de uma idiotice articulada maravilhosamente, desde que se saiba cientificamente a diferença entre idiotice e imbecilidade... (agosto de 2005).
&&&&
E,
para mim o mais importante na midiática:
é de uma idiotice articulada maravilhosamente, desde que se saiba
cientificamente,
olhando
praquela cara de
Moóca
reurbanizada, a diferença entre idiotice e imbecilidade...
@ - Fiaminghi, Hermelindo: Mono-sábio, papagaio do Décio Pignatari. Repetia, mas não entendia. Cara de sacadas geniais, tanto na Pintura como na Vida, tinha sua lógica e criatividade, originalíssimo quando ficava nervoso. Grande cozinheiro, criou a inesquecível grinalda de lingüiça. Acho que inovou numa lei da Física, quando subia comigo a rampa de acesso, no alto da Bienal, ao M.A.C.: subia ziguezagueando, na horizontal da rampa, uma perna em nível superior à da outra, chegava a um dos extremos da lateral, trocava de pernas, partia para o outro extremo lateral, a outra perna em nível superior à da outra, e assim, pernas trocadas, chegava logo ao topo sem o menor cansaço.A gente nunca entendeu, mas, subindo na posição e movimento normais, chegava depois dele e muito mais cansado. Em meu ensaio sobre Glenn Gould, cf. gaveta G.G., há uma passagem em que ele define Schubert como o cara que, no piano, “assusta aqui em cima (mão esquerda em suas oitavas) e explora os fininho lá em baixo, não vejo vantagem nenhuma!..” Aí vinha aquele sorriso maroto, que lambia um canto do olho, o giro da cabeça deixando a boca no lugar anterior, como num desenho animado, com ares de quem está enganando e nunca enganado.
@ Herrmann, Villari [ I ]: Euclides da Cunha, opúsculo s/ Castro Alves, p. 21: o sinal do infinito e sua digressão, semelhante à sugestão poética do Villari Hermann, cf. seu poema do minuto. MOSTRAR A ELE E TB. AO PHILA.
"Fallo por mim. Eu fui um obscuro e pertinaz estudante de mathematica. Quer dizer: precisamente quando mais adoravel se nos mostra o quadro desta vida, e o seu vigor desponta da mesma anciedade de viver, tive que contemplar o universo vasio e parado -- apagadas todas as luzes, extinctos todos os ruidos, desapparecidas todas as cousas, desapparecida a propria materia -- de sorte que nessa abstracção, a approximar-nos do chaos, permaneçam, como attractivos unicos, a fórma, nos seus aspectos irreductiveis, e o número e signaes completamente inexpressivos. Pois bem; folheando, ha pouco, os meus velhos cadernos de calculo transcendente, onde se traçam as integraes seccas e recurvas ao mundo de caricaturas mal feitas, de esphinges, e onde o infinito, tão arrebatador no seu significado imaginoso, ou metaphysico, se desenha, seccamente, com um [ DESENHADO O SIGNO DO INFINITO ], um oito deitado, um numero que se abate, desenhando, de uma maneira visivel, a fraqueza de nossa intelligencia, a gyrar e a regyrar numa tortura de encarcerada, pelas voltas sem principio e sem fim daquelle triste symbolo decahido -- deletreando aquellas paginas, salteiam-me singularissimas sorprezas." ( "Castro Alves e seu tempo", EUCLYDES DA CUNHA, dIscurso proferido no Centro Acadêmico Onze de Agosto de S.Paulo, s/d., edição do Grêmio Euclides da Cunha e destinada ao munumento ao escritor a ser erigido na encosta do morro da Babilônia, em 15 de agosto de 1919.)
@ Herrmann, Villari [ II ]:
O Herrmann, eu conheci-o ( era triste, altivo e arredio (*) ) na casa do Augusto de Campos, 1967?, 1968?, procurando a melhor posição para o K8. Consultava o mestre de toda uma geração de artistas especulativos, “il miglior fabbro”, depois abandonado, e depois invejado. Herrmann trazia uma bagagem verbal de pouco volume mas grande peso, o soneto “rebus ( et pour cause, digo eu:) sic stantibus”, de melo-logopéias incríveis para sua pouca idade. Vejam depois seu primeiro opúsculo, “4 Poemas”, 1971, Edições Strip [ conferir ]. Mas “K8” reinaugurou uma semântica , embora fisiognômica e caligramática, sem chaves léxicas e rouparias da ribalta transcriativa, e que serviu de modelo para muitos, e para ele próprio. Criou-se com esse poema e mais “Oxigênesis” (!), que já vinha de uma tímida mas tresloucada alunissagem quase intersígnica ( a Desoxigênesis [ conferir isto ] , o vezo – dígito de Herrmann – das cáusticas decantações de atmosferas subcutâneas da alma: esse Augusto dos Anjos da Poesia Concreta, ou Visual, ou Intersemiótica, ou Intersígnica, ou ETC. Que grande autarquia espiritual é seu “SomBRas” [ traço em cima do BR] , poema do porão político, algo negro escondido no negrume! O “Poder / Podre / Depor” ( veja, leitor, o grafismo indicativo, original do poema, esse sim, necessário), que uma visão glaucomattosa ( “O que é Poesia”, de Glauco Mattoso, Ed. Brasiliense, 1983) repetiu e acabou “inspirando” nosso maior menestrel (cf. LP “Velo”, faixa “Podres Poderes”, do Caetano... Criador de coisas que podemos chamar de poemas-animados ( Ronaldo Azeredo é nosso maior “coisador”, eu já o disse em 1979, jornal “O Ambiente” da CETESB), Herrman brindou-nos num Natal com um poema-cartão ( no sentido mesmo de cartão de Natal) do Conde Drácula, a síntese amor-humor-tumor ( “Tu, só tu, puro amor”, lembram-se, camonianos?) ao fotografar-se, carne-e-osso, com a Miss Kodak de eucatex, tamanho natural, um “retrato de casamento” disfarçofálico e moralmente invertido: a amada imortal (esposa!) não lhe cederá o sangue necessário; mas ambos desejarão – e o fazem – às “excelentíssimas famílias brasileiras um feliz Natal e felicidade na década de oitenta” [ !?!, Rriso] . Só ele...desejar felicidade por uma década!!! Otimismo de um solitário, não solteirão!, maior namorado da Humanidade que já existiu: “Papapá – papapá – papapá .../ ...”és noiva do Porvir”, lindo Castro Alves), e que, num lance pré-figurativo visual, transformou genialmente a Valsa do Minuto de Chopin numa Partitura do Infinito! Na esfera-homem, desse grande homem, tambem só sobra o poeta: tenho sempre medo daquele corpo do outro mundo ( querem ter uma idéia?: vejam-no em primeiro plano no quadro “ O grito” [ conferir nome daquele quadro] , do expressionista Charles Munch). Insólito, arrogante, dono absoluto de suas derróvitas. - Tive vontade de sair na metade, disse-me cansadíssimo, após o documentário, de 14 minutos, de Glauber sobre o velório de Di Cavalcanti, que assistimos juntos em sua até hoje única exibição em São Paulo. - Que título belíssimo, Menezes! ( : “Vês, ninguem assistiu ao formidável / enterro de tua última quimera. / Somente a ingratidão, esta pantera / foi tua companheira inseparável!”, o primeiro quarteto inteiro do famoso soneto de Augusto dos Anjos!) [ VEJA SE NO LIVRO, NO ASTERISCO QUE TEM ESTE TEXTO, SE O FINAL NÃO ESTÁ MODIFICADO ] E lá pelas três e meia da madruga, numa mesinha de calçada de um botequim da Av. Rio Branco, aterrorizado: - Vamos tomar mais uma, a última, Menezes! amanhã eu trabalho!!! Eis o seu rigor.
( NOTA: O ASTERISCO DA PRIMEIRA FRASE DEVE SUMIR NO TEXTO DO LIVRO – É UM LEMBRETE DE QUE A FRASE É PARODÍSTICA – QUANDO NÃO PARAFRÁSICA! – DO PRIMEIRO VERSO D´ ”O MELRO”, DE GUERRA JUNQUEIRA. *** ( NOTA DE 15-3-03: Este approach, fi-lo na década de 80 (ele se parecia muito, não o vejo mais há muito, com Jânio Quadros ; junto uma foto dele e uma do Jânio em outro local no livro) Em local apropriado do livro, transcrevo trechos de uma linda e tremente carta dele para mim, com a resposta onde teorizo sobre influências reinfluentes, rebatendo-o num lance de humildade e generosidade ( Haydn / Mozart / Haydn / Mozart / Haydn / Mozart / morte de Mozart).Tb. por acaso o rascunho estava grampeado num recorte do jornal FOLHA DE S.PAULO de 1º de fevereiro de 1981 ( ou 1984?, está meio apagado)) onde há uma chamada: “Se você já está cansado dessa história de ficarem mandando ver isso, aquilo, aquele outro, fique em casa hoje. Afinal a família ainda pode ser um bom programa.”
@ Herrmann, Villari [ III ]: - Podemos amar um regime como o do capitalismo, onde só vencem os que são realmene competentes?! [ Rriso ] ( Herrmann, apud meu sonho)
@ Justus, Roberto: - Aquele absolutismo de quem manda no próximo. Ele entra, de cara, comprando a alma.
@ (Kunze, casal de seu cartão postal) : Sardinha açucarada com geléia de vagem.
@ - LULA - Luiz Inácio Lula da Silva.
Meu approach sobre os
documentários “Entreatos”, de João Moreira Salles
e "Atos" (paralelo), referentes à campanha de Lula à
Presidência / 2002.
Foi divulgado através de e-mails
aos amigos mais chegados.
O que me parece que avulta
de cara é um amálgama humano profundamente homogêneo, a despeito de
aglutinar sindicalistas, comunistas chateados, intelectuais
reticentes, ideólogos conscientes e preparados, empresários e
banqueiros sedentos, mas naturalmente "esperançosos", penetras
pitorescos e protagonistas involuntários ( o carinha que pediu uma
carona ao Lula no avião, ia perder algo importante na cidade
destino: havia se atrasado em seu embarque... No desembarque, a
equipe,pensando tratar-se de um amigo íntimo do candidato Lula,
tomou-lhe um depoimento, para mim pungente, profundo, sábio, dessas
cartadas anônimas que justificam a humanidade em alguém...). Isto tudo me parece preconizar a retumbante vitória e já preconizava também, mesmo nos momentos de inseguranças aflitivas - e justifica agora - a esmagadora vitória da reeleição, a despeito das crises por quê o governo passou a partir de meados/fins de 2005...
- In 85´34´´ ( sem desprezo pelo que passou antes), DEMONSTRA, para mim tragica mas realisticamente, A CONSCIÊNCIA DE QUE ALGO PODERIA MUDAR EM SEU PASSADO ! Sic! , não é tropo de retórica, embora uma típica “intuição reinfluente” ! Na realidade: é o "acerto" das falaciosas negações de promessas enraizadas em sua histórica postura socialista, de não alianças espúrias etc. etc. etc. Uma vez sonhei que era um ventríloquo usando o aparelho fonador do Lula. E o boneco Lula (alguém disse que "Lula é um boneco criado e manejado por ele mesmo") soltava: - "Querem destruir o passado mais promissor que o Brasil já teve! Isto é uma tragédia!" E o povaréu terrificado punha a mão em concha na tonitruante boca aberta. - In 87´07´´, já preconiza a genial visão das "prisões burocráticas institucionais", que a mídia alcunha de preconceito autoritário contra as leis e instituições, etc. etc. etc. - In 23´ e meio, mais ou menos, com muito humor realístico ( eu diria até realismo humorístico), pinta os militares do Governo.
- Outro exemplo de naturalidade e delicioso detalhamento dos prazeres, afoitezas e vicissitudes cotidianas, se encontra em 51´11´´ até 53´40´´, ao descrever a hora de seu almoço na fábrica Vilares, com detalhes das cachaçadas, os golaços de pinga que mandava cair, antes de comer em quinze minutos, etc. etc. etc. - Para terminar este aspecto perfunctório, mas quase sempre denunciativo de uma posição filosófica, "estadística", veja seu humor autoritário, ou autoritarismo gozado (ma non troppo...) in 60´20´´ até 61´. E fala como um iluminado, no sentido não digo religioso mas, no mínimo o mais hagiográfico possível. E ( ou MAS...) A ANÁLISE QUE FAZ DO WALESA É SABIA, GLOBAL, PRENUNCIADORA DA GLOBALIZAÇÃO IDEOLÓGICA DO CAPITALISMO.
Aos caros amigos que me lêem e que têm de ver o filme: considero-me um anarquista , mas que de vez em quando engraxa os sapatos. (Tenho assinado meus escritos, muitas vezes pretensiosos, como Blumenbosque Menezes, o Anarcotrêfego) Já me chamaram de neurocomunista, na época do eurocomunismo. E me orgulhava de ser um profeta de uma eliminação do Lula logo nos primórdios de sua ascenção ao Poder Central . Via eu o que vai seguir agora através do “Anexo”, um verdadeiro Processo “in progress”para sua derrubada definitiva, de limpeza da face da terra... * VEJA O “ANEXO”, no fecho. No fundo sou um sentimentalista, chistoxiíta, muita vez no jogo pelo jogo, como aquele "mulato nato , no sentido lato, democrático do litoral", como disse Caetano, ou alguém a ele ligado . SÓ TENHO MEDO É DE QUE NA MAIORIA "O ANARQUISTA ACERTA QUANDO ERRA..."
“ANEXO”
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@ - Lula, uma de filósofo em cima dele. Até contra isso ele tem de lutar! Destino atroz, mas um eleito! ( Entry: dez.2009 / janeiro2010)
Você distinguiria um ventríloquo ditador de um ditador ventríloquo? Não lhe parece a mesma entidade, dependendo do enfoque teórico de primazias na relação meio-mensagem-emissor? O resultado, a captação do enunciado não está ancorado num truque, numa trucagem , cujo êxito, para ser acreditado, tem de estar forçosamente creditado ao boneco? O que poderia implicar na inexistência de qualquer emissor... Afinal e ao cabo, todo e qualquer disparate, ou enunciado, atitude, gesto e qualquer outra manifestação do mais legítimo nonsense fariam sentido sem a presença do elo final, ou seja, do boneco? Ele faz a verdade passar por mentira, o absurdo atenuar-se pelo riso, personifica a própria ausência do ventríloquo (uma coisa de outra esfera, de outro mundo!) , um ilusionismo que não só descaracteriza a autoria, como a dispensa, sem que o expectador tenha o mínimo atrevimento de questionar aquilo que está sendo dito. Esta última conclusão leva à pertinência da pergunta inicial. E de qual das duas gostaria de ser chamado um ditador, admitindo-se o maior, bem maior grau de moralidade entre um ventríloquo e um ditador, mesmo que o primeiro fosse incumbido, graciosa ou oneradamente, ou por milagrosa sponte sua, de dar recados e induzir a tarefas éticas, políticas, comportamentais a auditório, digamos, de massa, aqui se incluindo os de ambiente fechado e os de propagação expansiva, rádio, televisão, cinema e outros meios? Parece que, mais um vez, é muito intrincado, quando não intrínseco!, o relacionamento, verdadeiro casamento, do substantivo com o adjetivo ( ventríloquo ditador / ditador ventríloquo) exceto na mais rica das línguas, a inglesa, onde talvez o divórcio do substantivo com o adjetivo trouxesse uma alforria ao supérstite, deixando-o rondar por perto...e ao alcance de uma reconciliação. Dou como exemplo [ da supremacia de um ou de outro na relação substantivo-adjetivo-substantivo] , uma caracterização à qual volta-e-meia apelo em minhas abordagens, quando sempre chamo à colação, para exemplificações de landmark em qualquer campo, o gênio-burro Villa-Lobos, soltando às carapuças a antítese consequente e indispensável do burro-gênio... ( cf. gaveta Música doSite). Para mais descaracterizar a relação ventríloquo-ditador / ditador-ventríloquo, ( que certamente definirá seu futuro político), e num intuito ético de banir responsabilidades pela definição realmente política e moral do Presidente Lula ( e esta a razão deste enfoque), ainda me resta a esperança de que, como já disse em outro local, neste Site, analisando o documentário “Entreatos”, de João Moreira Salles:
“- In 85´34´´ ( sem desprezo pelo que passou antes), DEMONSTRA, para mim tragica mas realisticamente, A CONSCIÊNCIA DE QUE ALGO PODERIA MUDAR EM SEU PASSADO ! Sic! , não é tropo de retórica, embora uma típica “intuição reinfluente”! Na realidade, é o "acerto" das falaciosas negações de promessas enraizadas em sua histórica postura socialista, de não alianças espúrias etc. etc. etc. Uma vez sonhei que era um ventríloquo usando o aparelho fonador do Lula. E o boneco Lula (alguém disse que "Lula é um boneco criado e manejado por ele mesmo") soltava: - "Querem destruir o passado mais promissor que o Brasil já teve! Isto é uma tragédia!" E o povaréu terrificado punha a mão em concha na tonitruante boca aberta.”
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@ Seu Marinho (Clube de Xadrez, déc. 50 ss.) – Solidão tão grande em companhia da mulher, que de vez em quando ficava caolho, para ver duas figuras, assim, de maneira esfumada.
@ - Menezes, Florivaldo [ I ]- v. análise do Luciano Centofanti, 6-4-1968 (sacolas?)
@ - Menezes, Florivaldo [ II ]-- Ágato Mingioni, déc. 60, fins : “O Menezes é a melhor má companhia de São Paulo!”
@ - Menezes, Florivaldo [ III ]- Sou um sujeito guloso, voraz e sem medidas. Quando visito alguém, sempre que posso levo bebida e de que comer. Assim, como e bebo como se estivesse em minha casa. E na companhia que escolhi (o que é difícil em nossa própria casa).
@ - Menezes, Florivaldo - [ IV ]Toda criança me adora, até o momento em que começa a raciocinar por conta própria.
@ - Menezes, Florivaldo - [ V ] Sou maniqueista, lombrosista, machista, preconceituoso e, às vezes, mentiroso.
@ - Menezes, Florivaldo –: Tristezas do Menezes:
@ - Menezes, Florivaldo –
@ - Menezes, Florivaldo –: Pandeirista em caixa de fósforo / Inigualável!( na minha própria opinião)
Reensinei Cyro Monteiro a bater "caixinha de fósforos" no Samba. Testemunhas: J. Silvestre, já ido Desta para a Pior, o barman, bebido por seu próprio fígado, e curiosos, no botequim da Quintino Bocaiuva...( Rádio Record em cima?...) Meados dos anos 50, ou dos 60?!
Corria a década de 50, fins, ou começo da de 60: num boteco da Quintino Bocaiúva, debaixo da Rádio Record, dei um pulo atrevido da calçada e infiei-me entre Cyro Monteiro e o iminente e indelével apresentador J. Silvestre. Cyro era carudo e de madeixas tratadas,terno de casemira, ou linho?, brilhantes, J. Silvestre era belo, não áspero e tratável, eu, magro e jovem e de timidez pespegada. Sem qualquer surpresa e interrupção, o papo continuou, regava e rescendia, ninguém é de ferro mesmo às três horas da tarde...Além do excepcional sambista, havia em Cyro um modo bonito de bater pandeiro em caixinha de fósforos, diferente dos outros artistas. (Fica por fora desta conversa a batida de JOEL em seu chapéu de palha, que ritmava o samba de um jeito em que o som na cartola absorvia e passava a importar mais que o próprio caráter de acompanhamento e daquilo que se acompanhava.) Os outros sambistas que esporadicamente se utilizavam da caixinha, usavam os dedos e a mão de apoio exatinhos como os de um pandeirista; se não fossem muito bons, mas muito bons mesmo, eram de cara desprezados, é melhor o pandeiro em si! Cyro não: eram os três dedos percutivos centrais esticados como quem não tem confiança de que a coisa vai sair boa e igual mesmo. E não sai, ou não saia! Daquele jeito nunca! Ainda mais na presença daquela bossa vocal, aquela malícia chorosa e meio falsa, o ritmo entre o sentido e o duvidoso!... Então peguei de meus fósforos e falei: - Vê, ninguém bate como eu, respeito muito você, Cyro, mas minha batida engole a de qualquer um! e desandei a assoviar e acompanhar com uma caixinha “Luminar”. A diferença eram os contra-tempos que consigo introduzir, uma execução muito difícil, principalmente pela intermitência, calculada milimetricamente. E o indicador da mão esquerda não é mero breque da caixinha e sim um importante gerador de som. Acho que os dois vídeos seguintes comprovam isso. No começo, não estavam querendo saber quem eu era e o que estava fazendo ali, contracenando, mudo, com o ping-pong rescendente e de perdigotos à contra-luz. Mas não me desconsertavam com aquele ar da ausência, o célebre estou me lixando pra presença desse cara!, não!, era tudo delicado, artístico! pensava eu nas liras de meus vinte e poucos anos...o que me encheu de confiança. Quando acabei, desabaram sobre mim, me engolfaram, e nunca mais nos vimos. *** O presente hit foi filmado recentemente em sua casa pelo engenheiro e jornalista político-musical (sic, pois: isto é: político!! e musical!!!) Alexandre Weimberg, amigo de infância e juventude lá da velha sempre nova Presidente Prudente, onde fundamos e dirigíamos, dezessete, dezoito anos, os jornais O COMETA (ele) e O SENTENCIÁRIO (eu).
----- Original Message ----- From: Alberto Lyra To: Menezes Sent: Monday, July 24, 2006 3:40 PM Subject: INSTRUÇÕES PARA ARQUIVAR IMAGENS (operação pelo rato)
@ - Peixoto, Moacyr, com seus setenta e sete olhos que os anos cobriam debaixo da tampa de seu piano pianíssimo. (Uns três anos antes de sua morte, quando ia, com o Alaôr Monteiro da Silva, meu primo, vê-lo tocar no conjunto onde tb. havia o grande Araken, seu irmão – toque de Chet Backer! – naquela boatezinha família, “entrada” de restaurante, aquela rua principal do Itaim ligado à av. S. Gabriel. [ Nota bem posterior: é a Joaquim Floriano ]
@ - Pignatari, Décio - Uma genial inteligência travessa, de um moleque sempre atento e solertemente dirigido a dar golpinhos – quando não golpes sediciosos – contra a Lógica. Esse empenho de seleção de espécies não raro assusta, nele, quando pega no alvo, no absconso desejo de brilho de todo ser humano.Tem, entretanto, perante os Irmãos Campos, um pesaroso complexo de Osasco. E me parece, como já acentuado, que sempre abriu ( os ) caminhos para sua geração de peso. Também sabe pescar em águas que poucos conhecem, às vezes sem identificar o peixe. Mas seu senso divinatório intui de modo empírico-exotérico (sic), como uma criança que chora ao sentir dor : não sabe – e não precisa! – explicar para acusar uma verdade. E é alegre, sem maldade. Muita coisa mais poderia ser dita sobre este fur(ac)ão de idéias. No filme “Apocalypse Now” / Coppola, versão “Redux”, muito ampliada, há uma passagem, no fim, em que o fotógrafo louco ( Dennis Hopper ), metralhando sobre a Vida e o morrer / não morrer, pergunta a Martin Shenn: - Sabe que “if” está no meio da palavra ´ life ´ ? ” ). ( Não sei quem é discrônico de quem, mas o poema LIFE é de décadas anteriores ao filme. Haveria alguma antenação da idéia, alhures, como eventualmente de seu poema do pênis e o colo de mulher com relação ao ícone mexicano?... - O Décio procurou a vida toda o trocadilho de conteúdo, no fundo-no fundo, a metáfora ilógica, a assertiva abstrata, a figura por heteronomia (Fil.), que o Octávio Frias Filho conseguiu com o artigo, no Folhetim, sobre o avião, o desastre de, o medo de. NOTA: não quis eu dizer heteronímia, qualidade de heterónimos (sic, lus.), p. ex., os heterônimos de Fernando Pessoa. (do ABCedário) - Não menosprezem assertivas bocejáveis dele, porque na maioria das vezes vão se revelar verdadeiras. Ele deixou um, um, mas um grande discípulo no Brasil!, em área de outros códigos, alguns afins: Caetano Veloso (alguns afins: “Verdade Tropical”, !, do compositor). Reparem que há sempre uma voz à altura da concepção da esperança de uma genialidade. - (V. tb. arquivo “Portraits”, aqui no Word e, analógicamente, no Write) E mais uma, madrugada de 30-12-2005, para o danadinho: “É muito difícil, é deveras louco, atingir o óbvio da loucura de propósito! E o Décio alcança isso.
(NOTA A PENSAR, DE
NOV. 2006: “É um metafísico futurível, naquele sentido que o Medina
classifica os poemas de Oswald. / “_È muito inteligente, muito
inteligente”, repetiu-me, grave, Haroldo, durante o velório do Edgar
Braga, duas e tantas da madrugada.) { De ator de fotonovelas a figurante/"diretor" ( filme “Sábado”, do Ugo Giorgetti), já vem de longe ocupando a mídia visual, desde um drinkezinho a bordo de um avião da Boeing, déc. 50, talvez sua primeira viagem à Europa, cf. DVD “Great Planes! – Boeing 747 & 777”. É mesmo um Protótipo do Alegre, sem Compromisso Humano }
@ - Proust Escarros, fungações e urinóis, dispnéias suspirosas nos lençóis.
@ - Ronaldo Azeredo -
(Notas introdutórias
de três textos que me cedera, na déc. de 80, para reproduzir em meu
livro “Impropriedade Privada”. O retrato/desenho que fiz dele na casa do
Volpi, em 1972, na presença de Augusto de Campos, se reproduz também
aqui).
Rô (naldo Azeredo) – abandono absoluto da palavra : fez com o Moonstro Moonzebur a única réplica válida ao Finnegans Wake, no meu entender. Viu que não levava a nada, pois aquele era o destino-idioleto de Joyce, um. dígito por verdadeira epifania. E epifanias são como recados para santos. Epifania não é telefonia = Graça. Há 1 ano, fez o abajur chino-japonês das Flores Muitas Bastantes Flores. E o Labirintexto. Amigo de Noel pois nasceu na rua Teodoro da Silva, em Vila Isabel . Agora ele faz coisas. É o maior coisador moderno.
@ - Tipos ( v. tb. IP-Roman Tipo-1 ): (4,29em15-3-03)
@ -
Volpi
“Visitei Volpi agora nos seus 89 anos. É triste, é deplorável, não
dá uma palavra. Antigamente ele falava comigo, me visitava, levava-o
a pizzarias, muita vez com o Ronaldo Azeredo. Não escuta
absolutamente nada, totalmente surdo. E essa surdez não lhe dá
nenhuma intranquilidade, porque a escuta é sempre uma maneira de
ressonância da palavra e ele nunca deu o menor valor à palavra, nem
à que ele escutava, nem à que ele dizia. O Volpi sempre agiu
observando, olhando a vida e o mundo e as pessoas. Pessoas, aliás,
às quais ele quase nunca deu o menor valor. Sabe... às vezes fico
pensando: se a pessoa se desgasta, assim, nas afeições, dividindo-se
nas afeições, não pode fazer uma grande Obra. Veja, que é sempre
restrito o círculo de amigos dos grandes criadores (p. ex.,
Beethoven, Augusto de Campos, Volpi : são caras de pouquíssimos
amigos, mesmo). ( DITADO EM MICROFITA, EXTRAÍDO DA GAV. FITINHAS)
Nesse pequeno aporte sobre Volpi, esta foto, com minha ilustração poemática, em esboço rudimentar numa cartolina de favor, sobra de calço de mesa, algumas afirmações estão totalmente desligadas da observação mais pesada sobre sua essência de vida. Até um certo ponto do convívio e de sua relação social esporádica, ele era nítido, e decifrado em seus idioletos cotidianos, que eram compostos de sueltos de atitudes desiguais . Por exempo: sua gargalhada tosca, toscana?, despregada de uma causa objetiva, o prazer de ouvinte de uma só música (a Serenata juvenil de Brahms, que lhe dei de aniversário), a ênfase no Matíssa! [ quando periodicamente provocado por mim e pelo Nílton de Castro perguntando-lhe matreiramente se ele achava mesmo Picasso o maior gênio do século, e lá vinha um grito: - nãããooo!, Matissa ! ; o apego à boneca mal vestida que era o Quico, o Quico!, que ele pegou no colo, criou e quase acalentou (um de seus doze ou treze filhos que lhe traziam para aquele convívio alegre e róseo de teto de igreja barroca, e que ele acabava por adotar. Aninha era seu único filho realmente sanguínio...) e quando vieram buscar o Quico de volta, comentou comigo: “é, o Quico foi embora.” Só. E deu uma risada mambembe, parecia mais um pigarro. Aceitava que o Quico tivesse vontade própria e autonomia de ir e vir?!...; sua seródia e última viagem para o Rio, a viuvez, a solidão com o carteado de paciência, sua volta para a casa onde morou a maior parte de sua vida, a indignação com a modernidade que impingiram, à sorrelfa, àquela sala surreal, com pianola, tapetes cuzcos autênticos pelas paredes, quadros e esculturas pelos cantos, de primitivos que ainda não eram famosíssimos, gatos e cães em prosmiscuidade assustada pelo ruflar de pombas, que a Judite caçava escondidinha na escadinha do atelier e nos servia em panelada, bem refogadas e ao vinho Bolla; uma madona sua, hoje milionária no topo de escada de algum “ E o vento levou”... E então, no retorno de umas pequenas “férias” na casa de Botafogo do Bruno Giorgi, tudo modificado!: tropeçantes puffs caríssimos, nenhum resquício da bagunça, decoração e luminária parecendo maquetes e instalações de interiores de Bauhaus, imitando álberes e semicálderes, que a dupla, Willis de Castro e Barsotti, artistas significativamente originais, remobiliou e remodelou, afinal deram um tom e toque de modernidade rica, digna, coisas feitas em dois meses, e com a grana que Aninha tirou das latinhas de tinta vazias, onde o Mestre guardava toda sua fortuna... só soube o que era Banco quase velho, quando aprendeu a assinar em papel timbrado, diferente daquela assinatura linda de trás das telas. Ou quando precisou guardar as sobras: antes sua casa era uma colméia, mas aquela do verbete do “Pequeno Dicionário Brasileiro da Lingua Portuguesa” antes de virar Aurelião: “Casa muito cheia do necessário”. Isto era estupendo, muito cheia do necessário! Foi suprimido por infeliz inadvertência ... ********
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Willy [ Corrêa de Oliveira ] Trecho de um bilhete que lhe deixei,
correndo de um cachorro:
@ - Willy [ Corrêa de Oliveira ]( Um adendo a
Willy):
Suzi, e as coisas, cumé quistão?
(Pergunte ao Willy se ele ainda se lembra do Paquistão, Uzbequistão,
Tadjiquistão : >>>> Diquiladistão?!? ) Ainda existe lado na Política? * · Nas palhaçadas da déc. de 80/90, tardes de quartas, seu dia de folga na USP , em que cumpríamos uma visita aos gregorianos & responsórios ao vivo, quatro da tarde no Mosteiro de São Bento ( onde eu aproveitava para pedir uma medalhinha e oração protetoras a um frade meu amigo, tido como versado em exorcismo), seguíamos o ritual: primeiro as 5 ou 6 “Cabeças de Negro” que ele devorava na Brunella de Moema, em seguida minhas 9 ou 10 bombinhas de chocolate, zabaione, creme, bailey, as imortais e ninguém reencarnando até hoje as da Cristallo, só nas duas únicas lojas na época, centrão, Don José de Barros e Conselheiro Crispiniano. Depois, café pedido no gesto e no som, com ele retorcido e voz de fanho, todo defeituoso, o balconista com muita pena, eu saindo pra gargalhar na rua, de medo de apanhar... Daí, travessia do Viaduto do Chá, onde, abruptamente tresloucado, Willy dava uma rapidíssima meia-volta e desandava a correr em sentido contrário, desencadeando a correria desenfreada na multidão no mesmo sentido e que, sem saber do que, apavorada, se escalafodia! Aí, nos diluíamos, pra não levar porrada.Praça da Sé: ele encantava seus patrícios nordestinos com um xaxado extremamente bem dançado ( Pedro Juan Gutiérrez, o escritor atualmente mais traduzido de Cuba, na época um jornalista e um poeta visual ensaiando seus passos de grande turista, escreveu lá em Cuba, no Granma (órgão oficial do governo) um relato de nossa noitada no forró mais famoso de São Paulo, lá pelas bandas da ponte do Socorro, onde exalça as virtudes de dançarino do grande compositor. Será que Willy ainda dança? Ou dança nesta ingrata vida? Gutiérrez solertemente justificava as despesas que acarretaria com sua ausência oficial da pátria para um convite especial à histórica 1ª Mostra Internacional de Poesia Visual de São Paulo, no Centro Cultural São Paulo, 1988, idealizada e organizada pelo saudoso poeta, teórico, tradutor e professor Philadelpho Menezes, meu filho do meio, trágica e precocemente desaparecido. Phila, como era chamado, já se firmara em 1985, com sua instigante Poesia Intersígnica, como um mutifacetado abridor de caminhos, introduzinho no País, como divulgador e criador, a até hoje híbrida e complexa Poesia Sonora. Gutiérrez, cujo depoimento pode ser visto no vídeo que a TV Cultura dedicou postumamente ao Phila (Philadelpho Menezes), enriqueceu os arquivos cubanos com a série jornalística sobre as favelas do Buraco Quente, imediações do Aeroporto de Congonhas, e aspectos do submundo burguês paulistano. Num desses submundos, que jamais mudariam o mundo, vistos sempre por quase todos embaçadamente através de um pano de seda tênue..., descreveu-me como um poeta que amava el juego de palabras, ao mencionar a feijoada que lhe proporcionei no popular Corso da Senador Feijó. Julgou que eu criei a palavra feijoada em virtude do nome da rua... Willy, um enorme caráter politico num coração de ouro recoberto de plástico, e a quem rendo homenagem em secções apropriadas do Site, enumerando grandes aberturas de picadas da Música em si e de compositores para mim esquisitos ( Rachmaninof, p. ex, Mompou e quejandos...) e odiados por minhas idiossincrasias ( Villa-Lobos, cf. meu verbete deste nefando in gaveta Música), chorou comigo no velório afetivo que armei lá na USP no dia da morte de Glenn Gould (v. detalhes no verbete Entrevista com Caio Pagano / gav. ENTREVISTAS e na gaveta GLENN GOULD ). Um choro somente menos pranteado do que o que distilamos, disfarçadamente, em público uma tarde no Viaduto do Chá, ao vermos um pobre-diabo colocado em cima de uma tábua do tamanho de um torso, sobre roletes, sem pernas e braços, cortados na base (falamos cepados no toco) , o olhar esgazeado para quem chegasse perto, para vê-lo tirar melodias, esgarçadas e desencontradas, de um cavaquinho que o coitado tangia por uma palheta amarrada em seus mirrados dedos, pespegados e pendurados lá num ombro! Chamei-o, desumanitariamente, de Toco Tocante... e rimos num choro de diabo, diabo sincero.
to be continued |