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Durante toda a vida, carreguei em meu automóvel um gravadorzinho para registrar idéias assaltantes, que geralmente surgiam nos faróis e engarrafamentos. Estranhava a maioria dos motoristas, porque na época não existia o telefone celular. Registrava a concepção de algo e, chegando em casa, arquivava nas fitinhas geralmente em formato de microfita-cassete. Esta gaveta abrange, até agora, a quase totalidade de tais registros sendo os fatos minutados. Quando for extremamente relevante, ou pitoresca, a passagem será reproduzida por LINK.
1 - V. FITINHA N. 8: CONCERTO P/ ELÁSTICO E DENTES, JÁ PASSADO P/VHS. (v. nome correto) 2 – V. se tem ainda umas três microfitas para passar para cá. 3 – Nota de 28-5-04: PROSSEGUIR, URGENTE, A PASSAGEM DAS POUCAS FITINHAS RESTANTES!)
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Fitinha 1a. Lado A:
9/9/84 Primeiro dia de casado do Bebê. 276 Bebê. 292 Fia. 363 Rô 381 Elza, Cris e mamãe. 392 Eu s/ Elza 16-9-84? escândalo comun. pela Cris. 420 Eu c/ Elza e Cris. 441 Cris lamuria - “não dá pra viver aqui!”. 530 ib. ib. 568 Fia s/ o drama familiar. 623 Fia.
Lado B:
0/645 (fim) Fia e Cris (chorando, falando em apartamento) (filosofando)
Fitinha 2a. Lado A:
0/56 Mús. “Gancho” Flávio de Oliveira. 57/94 Eu “cantando” Xerxes. ( 71/150) Com Bebê ao piano, EU cantando e assoviando “Bist du bei mir”, Bach, , 6-10-84 [rriso] 140! 142!
95/210 Eu assoviando Xerxes. Tabinha
254/262 OBSERVAÇÃO SOBRE GENITALIDADE DAS CARAS ( FACES ) HOLLYWOODIANAS DÉC. 40/50.
350 Elza e Cris discussão 385 TTRISTE - HORR. !? TTRISTE. 390 Cris (!x) Inferno caseiro único!... TTRISTE Nós e diagnóstico s/ a Elza!...TTRISTE...
454/590 FILOSOFIAS FAMILIARES DEM MEIO À ALTERCAÇÃO GENERALIZADA. OUÇA. 591/ FIM Filosofia ESPIRITISMO - ALMA PENADA. Etapas da alma. Shakespeare & Allan Kardek - Dr. Henrique (Marques de Oliveira, o psiquiatra-santo...
Fitinha 2a. Lado B:
0/230 Eu e Cris s/ Elza. (186 Cris: “Não tenho sorte profissional, viu?”) 230/290 Elza Inferno outra vez! TTRISTE...) 290/311 RRISO Família Elza (Ulysses) 312/314 24-10-84? c/ Willy. 360 Vizinho festa 1984. Eu assoviando Trem das onze, Abre a Janela, Gosto que me enrosco, etc. 460/fim (645) Sulfa Dr. David Bezen/”Kelfiprin”, 6-11-84, ROUQUIDÃO minha + conversa telefônica c/ o RODRIGO Seabra de Salgado Zenha - s/ tradução ; s/ Zelão.
Fitinha 3a. Lado A:
0/30 Assovio - fox-trote 30/52 Zilli no carro trajeto inintel. 80/100 +- Elza -- raramente? -- feliz! 100+-/550 Inferno outra vez. (Dez.? 84) Discussões outra vez. 595/636 Conversa c/ Phila s/ eventual processo da empregada contra mim.
Lado B:
0/86 s/ Fitinha (p/ (riscado: Bebê) p/ Olga) Dezembro de 84 (ROTAÇÕES RRISO/RRISO) 90/140 Mús. Assovio (“Carmen”) Imitação “Dejame llorar” ! Em 149 Elza RRISO “ “ 159/179 Eu “encaixando” SÍLVIO CALDAS num interlúdio da ópera “Carmen”. Transformo em dec. 50/Brasil a “Carmen” 270/ ? Fiaminghi nervoso (cozinhando p/ nós) Orlando - atelier
Fitinha 4a. Lado A:
0/25 10-2-85 Bentevi (!) 26/ Tabinha 145 Elza RRISO ! Bebê ao piano? 170/ Bebê ao piano? “Popular” 177/ Felizes! Carnaval (Estácio) 192/ Manchete na TV, só som, lógico, eu não tinha vídeo. Tabinha. 326/334 c/ Cris papo s/ Psicanalista Eu analizando a Cris, TTRISTE. 338/345 Assoviando. EU. Elza ri desconsolado (sic, na papeleta). 349 BEETHOVEN 6a. SINFONIA É COMO SE PUSCHKIN ESTIVESSE ESCREVENDO UM “ROMANCE” ATRAVÉS DA PROSA. A 6a. SINFONIA É UM “ROMANCE”ESCRITO ATRAVÉS DA POESIA. 390/ VOLPI (Fev. de 85) sendo visitado por mim.ANINHA (VOLPI) fala sobre Fia (Fiaminghi). VOLPI , in 439 fala: - Faltou uma carta!... (na “paciência”). 90 anos? ( 570/ s/ a Julieta Bárbara) 595/ s/ piano da Aninha (Volpi) (Toca tudo! ( ? RRISO !...)
Falamos, eu e Aninha Volpi : s/ o Bebê; s/ o Phila; s/ a Cris. 635/ Aninha Volpi interpela o Volpoi (que ficou ½ hora procurando uma carta do baralho. Coitado!... TTRISTE) 90 anos.
Lado B:
0/442 Discurso de posse do Sarney (mostro que não foi ele que escreveu) 443/ (o primeiro 4 está riscado) (É 43?) A AIDS é o câncer do espermatozóide. @ s/ Fia e concretos. @ 63 Trocadilhos de conteúdo. Décio[Pignatari] @ 68 (65?) Allemongs (15-5-85) @ 69 Eu & Orlando & Brahms @ 130 Orlando & Brahms @ 135 Orlando “O que importa no mundo é a afetividade.” @ 143 “Visitei Volpi agora nos seus 89 anos. É triste, é deplorável, não dá uma palavra. Antigamente ele falava comigo. Não escuta absolutamente nada, totalmente surdo. E essa surdez não lhe dá nenhuma intranquilidade, porque a escuta é sempre uma maneira de ressonância da palavra e ele nunca deu o menor valor à palavra, nem à que ele escutava, nem à que ele dizia. O Volpi sempre agiu observando, olhando a vida e o mundo e as pessoas. Pessoas, aliás, às quais ele nunca deu o menor valor. Sabe... às vezes fico pensando: se a pessoa se desgasta, assim, nas afeições, dividindo-se nas afeições, não pode fazer uma grande Obra. Veja, que é sempre restrito o círculo de amigos dos grandes criadores (p. ex., Beethoven, Augusto de Campos, Volpi: são caras de pouquíssimos amigos, mesmo). (...) - badalos do (s/) Augusto, v. 159 ss. 4/5/85 s/ Fitas cassete que faltam @ 179 s/ Lombroso e Marxistas Kreshmer; Mélega, Diógenes, Olga Maria, Anelise 220 c/ a cahorrinha . ( Tabinha) @ Sílvio Santos 330 mamãe (falando e ouvindo bem!) 352 Eu assoviando 352 Sílvio Santos (imitado) 376 Elza pedindo um radinho 383/413 Luizinho do Carlinhos RRISO 414/442 Eu assoviando Schumann 480 +-/500 25/8/85 Eu, às 3 da matina, observando 2 gatos. Eu estava “louco” 512 (25/6/85) Trocadilho de conteúdo (procurado do Décio) 532 (27/6/85) 546 ( Eu assoviando) (e “bateria”) (esfregando a mão) 664/ O “oprimido”, que é esse [“tipo de”: riscado) lúmpem que no urbanismo chama-se sub-pequeno-burguês ( o meraprota ) o meraprota social é o “entojado”perante o olho do classe média burguês como nós ( “sub produto” perante a classe “aristocrata”) = mera-proletário: quanto menos direito tem, mais quer intensificá-lo. Então você vê numa Colônia de Férias, p. ex., o meraprota quer ser servido primeiro; dar a bronca no burguês que está acima dele, empenhar-se para que o burguês respeite instituições tais como filas, p. ex., elevador: quer entrar primeiro, quer dar a bronca em quem está segurando o elevador. Nós os pequeno-burgueses chamamos esses meraprotas de entojados. Quanto menos direito o meraprota tem, mais ele quer intensificá-lo.(1/7/85.)
( NOTA DE 12-7-05: v. VHS do progr. Altas Horas, Serginho Groissman, 09 PARA 10-7-05, o Dudu Nobre parece que fala em meropréta!..., parecido...Vinte anos depois??? Confira.)
( O N D E A F I T A N. 5 ? )
Fitinha 6a. Lado A :
0/18 Eu s/ Saraiva, Dic. de idéias. 19/23 Poema “Para viver um grande amor”(Meu/Chopin) 28/ ? Quem? (s/ USA) (lendo e traduzindo algo) (Percy?!...) = Percy ( a tradução é sobre Norman Rockwell. 88/(97) Meu Sanglolão (verlaine) = Som do violão do Geraldo Pereira.- (!) 104/444 Programa s/ superdotado (7/6/86) 454/ S/ frustrações, Deus etc. N A D A Fim: 644.
Lado B :
0/633 Política (TV ?)
Fitinha 7a. Lado A :
0/136 ( Política ) 151/ Bebê (15/6/86) tocando Scriabine. 160/193 “Precisamos criar um gênero novo, mais feliz, para a Humanidade: a do expectador sem nenhuma pretensão. Essa é uma teoria que eu quero desenvolver paralelamente àquela da destituição da autoria,que fará com que um texto como “A última jornada”de Machado de Assis seja considerado como “um texto do maior poeta da língua”, sem que o cara saiba que ele é um mau poeta, que atingiu aquela grandeza naquele poema só. O expectador sem nenhuma pretensão... é uma maravilha... porque...eu acho que a felicidade do mundo vai residir nisso: quando for criada uma condição de fruir a obra de arte sem que nenhum cara tenha ego para querer fazer também. Quer dizer, o camarada que vai ler Dostoiévsky, ele acha que ele vai um dia escrever uma obra como Dostoiéwsky; o cara que vai ver Rembrandt acha que ele vai fazer uma obra como Rembrandt, tá ouvindo? Não! A Humanidade será feliz o dia em que houver expectador capaz de fruir, com uma puta duma tesão, uma[sic] puta de um êxtase, a obra de arte sem que ele tenha a menor possibilidade de pensar que ele também vai ser um artista. Aí eu acho que se pode resolver até problemas políticos. Porque o problema da competição artística, no fundo é o que faz com que a Humanidade... que o capitalista seja cada vez mais filho da puta, queira ganhar dinheiro, as concentrações de riquezas fiquem cada vez maiores... Porque, no fundo, é uma frustração no plano espiritual. Quer dizer, o camarada, no fundo no fundo... ele quer... o Ego é um câncer filho da puta que faz com que o camarada acumule até riqueza para frustar ( compensar ) a falta de aptidão artística E ele vai competir. Hoje em dia um filho da puta dum burguês compra uma obra não é para acumular só dinheiro não. É porque ele quer competir com Rembrandt, quer competir com Matisse, com o caralho a quatro. Quando ele usufruir, quando a Humanidade usufruir uma obra de arte na sua real grandeza, sem que ele pense em querer fazer também ,ele estender essa sua grandeza, este seu estado de graça, essa felicidade, não no plano da religião fajuta, mas no plano da igualdade social também... da redistribuição da riqueza. Falei!, 15 de junho de 86.
@ ( Sobre música, cf.) ( minimalismo. Assovio (v)...)
468 - 25-7-86 Bebê tocando Grieg (Fala comigo).Leitura à primeira vista. (A menos de 15 dias de sua partida para a Europa). 484 Bebê tocando (ainda Grieg). Triste! 491/513 Bebê tocando à primeira vista (eu gozando) (fazendo de conta que era eu) 514/520 Elza! (s/ Bebê). 520/527 Mude a rotação 528/530 eu “imitando a rotação” 531 ( mude a rotação ) Mahler
538/541 Achado filosófico de 30 de julho de 86. É sobre o óbvio. Meditem: “- Mas por que isto foi acontecer justo comigo?! (p. ex., essas frases quando o cara é atacado de uma doença... enfim, acontece algo trágico...) Resposta : “Porque você está dentro de você.” 560 Bebê/Grieg ( colcheia desenhada ) !
Fitinha n. 7 Lado B
0/643 Ivone, Bebê, Eu (negócios... Tb. Reg) (Planos econômicos p/ a vida na Europa) ( Na 1a. vinda? 88? ) ( Ou 86 ainda? REOUVIR) ( Instruções para eu gerenciar a vida do casal aqui em SP).
Fitinha n. 8 Lado A
0/61 3 de julho de 1985 [ colcheia desenhada ] Eu (bêbado?)- Comentário sobre Gene Krupa etc. 62/82 Selma ajudando biblioteca (arranjo) [ colcheia desenhada ] 83/119 Assovio meu. ( “Escute, meu grande amigo...”) Ouça na rotação normal e depois ponha na rápida e veja que efeito maravilhoso! (Modéstia à parte...) 120/169 Tabinha. 170/183 - 9-7-85 “Fazerm entre os “VERBOS ENFECTIVOS”, cujo 1o. é AR-SE , a conjugação daquele verso do coraçãozinho do “ I LOVE “: NO 1o coraçãozinho meio deformado, então:
Eu moa
Naquele que, na minha agendinha, tem um coraçãozinho inserido dentro do outro : (PEDIR AO NÍLTON, QUE DEI PRA ELE O ORIGINAL) Tu ramas
( o coração certo: )
Ele ama
Aquele primeiro é um coração inchado (tem um lado só)
Nós armamos (aquele que eu ví no automóvel, hoje, mais estilizado, são 2 corações, lateralmente unidos por uma cabecinha em cima...
[ longa pausa no gravadorzinho ]
...e depois vem...
Não, não estou conseguindo...
184/193...”mas mostrar pro Percy
A versão que fiz do VERLAINE tem que ser bilíngüe (Les sanglots longs ), pq. as 2 outras estrofes (de minha tradução) são correspondentes temáticas ideológicas da primeira estrofe. Então, uma tradução desdobrável; digamos assim, é um desdobramento no sentido espírita, da traduçao. Uma estrofe repetindo, aparentemente, a 1a. estrofe, mas refletindo as duas outras estrofes do poema de Verlaine. = É o BLUMEN BOSQUE a que me refiro. 194/198 [RRISO] “meu”japonês. Eu estava louco?! 198/208 Sobre a morte de Tancredo Neves - minha teoria de que foi assassinado pelo “boato das possibilidades” ou pela “possibilidade dos boatos”. Medite bem nisso. Uma “prospectiva historicista”. 209/245 17/7/85 - c/ REOLANDO SILVEIRA. Gastão Frazão saíra há poucos minutos. (212 Reolando recita algo bonito!!!). Ele dá “seu grito” [RRISO] ( 227 - me elogia) Conta hospitalidade antiga minha!) 245/252 s/ foto/poema: @ RETRATO OVAL homenagem a Décio Pignatari [ (VER AQUELE LIVRO DO POE, dentro um retrato do Poe/”persona” do Décio e também o papiro s/ trocadilhos referido na fitinha] @ Papageno ( quela foto que tirei do Décio “dentro”de uma gaiola, na casa do Volpi) 253/257 Sobre o poema/ensaio Glenn Gould, quando me refiro ao Fiaminghi, como mono-sábio dos concretos, dizer que ele é o sparring intelectual do Décio. 258/361 22/7/85 [rriso] no Itamarati velho, c/ Alci, Maciel e Ivo Uvo. Maciel brinca de lembrar coisas... Ivo tb. 362/368 Eu ouvindo Nazareth 375/397 25/7/85 c/ os 2 filhos do Carlinhos. O Luizinho s/ Tancredo [RRISO] 399/421 Nílton & Zelão & Morato. (Zelão s/ Zé Olympio [RRISO] 431/433 Os piores cantores brasileiros de todos os tempos : Jonny Alf e Naná Caymi. Ele pode ter sido precursor... ( [noutra forma digo isso] 434/435 23h30 de 8-8-85, na rua Pascal, en frente [tres bolinhas e reticências] 436/475 [mús.] minha “Valsa do minuto para elástico no dente e respiração” 476/495 [mús.] Bebê tocando meu poema “O lago dos signos” PASSEI, EM 18-2-1995, PARA FITA CASSETE. MOSTRAR AO BEBÊ.- 496/531D Bebê dá dicas técnicas para a bula do poema “O lago dos signos” (meu) ( Em 515 Bebê canta o ballet de Tchaikowsky. O U Ç A T U D O !!!. Assovia também. 532/536 Eu assoviando ópera. 537/636 8 P/ 9-11-85 Rui Santini. Falo sobre Mário Albanese, Dinaura. Mário Albanese toca e fala. 637/644 novela?
Fitinha n. 8 Lado B
0/10 (24-12-85) ( rouco ) sobre Tabinha 11/26 (17/2/?) s/ saúde ( desinências... ) [é isso mesmo] 27/112 Loucuras de minha solidão
113/117 despreze 118/127 Poema p/ “Allemongs”( cada coisa séria, metafísica, deve terminar com algo escatolófico-gosativo “com laços de setim matelaci”(sic?) ( 122- ???? )
128/325 Política. 326/331 Loucura
4672 [TTRISTE]
332/343 Sobre Postituição e mulatice. 345/415 Línguas estranhas no carro em Jacutinga.- (rádio) 416/430 [mús.] um sinal musical em Jacutinga (rádio (estranhíssimo) ) (infindável!...) 432/441 Outra vez! 449/Elza 458/ -- Páscoa domingo, de 1986 (Jacutinga) 465 Passarinho (canto) 478 Elza interpreta
pássaro [chave sinóptica) (v. abaixo
pássaro [ chave sinóptica) “Te ri terrível” [mús.] Eu : “Deus - Faça-se a luz. E a luz se fez... Lucifer!... Rio [verbo]
499 - [mús.] [RRISO] eu (louco [RRISO] ...) em cima de samba de Ismael. (Sou Zeu! (5-3-95!) 512/549 Verlaine - Concebe com música. Quando ele concebe um poema, ele concebe a música (do poema). Abra-se um parêntese para dizer que ritmo é o principal fator que distingue a prosa da poesia. Somente isto às vezes. E... ritmo é a medula da música. “Portanto, o poeta rítmico por excelência é Verlaine, que conseguiu criar, devido a essa sua excelsa dominação sobre o ritmo, a forma do verso livre. Agora... para que o verso saisse da cabeça normal - coisa que o verso loivre se propôs - ele precisaria se apegar ao problema do ritmo interno; e o ritmo interno dá a musicalidade quando a musicalidade não se expressa através da natureza s música pura. Então, concebendo sempre em música...digamos o Verlaine coloca letras, nesse sentido até popular... quer dizer, de um letrista e de um músico... o lyrics ; seria o letrista colocando música [sic] na forma habitual de Música Popular de todas as nações. Então o verlaine concebe em música e coloca letras. Letras que falam, de uma maneira magnífica, de motivos pictóricos. Porque a sua natureza musical avicou-lhe ( ou melhor... ins-tin-tou-lhe ) que não poderia haver sintaxe na poesia usando somente de música... Então ele teria que ter motivos... E os motivos de Verlaine são motivos da mais pura abstração anedótica [sic] Essa mais pura abstgração anedótica... anh...é preciso que ele fosse buscar raízes em ... reduções... quase eidéticas de motivos da vida... e da Natureza. Foi buscar em Watteau. Foi buscar em outros rococós a natureza de sua motivação. Então pintar através da Música, motivos pictóricos em letras... que servem de apoio à Música... este é o segredo dessa dificuldade semântica que tem Verlaine. De vez em quando então ele fazia um arrazoado -- entre aspas -- prosístico pra dar suporte, à la San Juan de La Cruz digamos, a um poema... avulso, que era justamente para estabelecer a sua condição de poeta simbolista. Porque, no fundo mesmo, ele era um poeta... como diremos... rapsodo de proveta. ( [ Dito no carro num fim de tarde, vindo pra casa, após deixar o Percy em sua casa ) ]
[ ( rouco ) ] (7/4/86)
551/555 Elza sobre o gravadorzinho. 570/ > Falando bem de alguém.
Fitinha n. 9 Lado A
0/43 Borodin. 44/97 [ mús. ] ASSOVIO (meu) 98/132 0/9/86 no ateliê do Orlando. Falo em minha megalomania. Mea culpa! Sobre os “acadêmicos” (leio rev. ESCRITA) “Pintores Acadêmicos - meus postulados... 133/160 Orlando s/ o Existencialismo e minhas concepções. 161/179 Sobre superstição e loucura (eu e Herrmann) 180/205 despreze 206/ 2/10/86 Sabiá na Flori. 224 “Um nada puxado pra baixo”
Atri futruqui Ficari funuqui 230 v. sonho ! [ a fita está ruím] 252 3/11/86 - [ s/ chatos ] 258 Assovio. 262 Brincadeiras em 2 velocidades. 282 canto (solmização) 302 GRAVAR O ASSOVIO ! 329 ( 380 sARNEY)
432 O POEMA SOBRE OS AMANTES AMADOS. (Sumiços dos 2! ESTE! )
440 +- Aninha. 471 Elza ( risadinha [RRISO] 499 Elza ( risadinhas, várias [RRISO] 512 Carnaval 555 Eu s/ bateria de “Império Serrano”.
Fitinha n. 9 Lado B
c/ Orlando - “Aqui [BR} ninguém nasce, todo mundo reencarna.”
(consertar fitinha)
( Passada p/ fita cassete (Sony), SP, 13/3/95)
Fitinha n. 10 Lado A
27/ 13/6/87 programa rádio Fautão.- 77 comentário s/ conj. rock 111/ Leci Brandão 216 “acompanhamento” meu [mús.] 236 20/6/87 Paulo Francis 241 c/ Orlando (5/7/87) (Bebê) [riscado “tocando Schumann”] . Recado p/ Bebê. 252 s/ Beethoven. (s/ 3a. sinf.) 261 melodia de Beethoven 273 Orlando p/ Bebê ( na Europa).- s/ a capa do livro do Flo. [ 6-11-97: aquele seu primeiro livro s/ Schoenberg, capa s/ Klee) 285 s/ Willy ( TTRISTE...) ( ao fundo Schumann) 295 Eu s/ Beethoven. 305 Orlando filosofando... (331 s/ mim) 342 Eu s/ Beethoven = alegria + energia. Pedindo para ele, Bebê, rezar por Beethoven. (352 - “Esperança no comunismo!”) 355 ? Orlando outra vez. 384 ? [música] estranha! 392/441 Rádio ? Quem é? [ Riscado : “Gonzaguinha?...” “Caçulinha?” ] MÁRIO ALBANESE! tocando - Mário Albanese! (no programa do Caçulinha) 441/ - Aninha (em casa?) c/ que turma? Aninha alegre! [RRISO] Elza rindo ! [ RRISO ] . Phila falando ao fundo. (Percy; Phila; Alan? também) 480 Percy - colocando problema p/ o Phila. 490 Phila x Percy ( v. 492 ) (Percy brilhante.) (VISUAL x VERBAL) 514 Phila s/ códigos verbais. 545 Eu (s/ Ticiano) 562 Percy fica nervoso e invoca a idade a mais (35...s/ o Phila) 576 Percy fala com sensatez agora. 589 Phila > tenta rebater. Invoca Maria Lúcia [Santeaella]. 598 Eu refuto (sinteticamente) 606 Phila argumentando, eu refutando sempre. Alan brinca. 622 Percy s/ Ticiano. [TTRISTE] 629 Eu refutando negação de Ticiano. 640 conferir conceito.
Fitinha n. 10 Lado B
002 Aninha. 008 Percy. 14 Aninha conceitua. Phila pega a palavra, eu insisto s/ continuação da Aninha. Era pra conferir ou pra respeitar a presença? 44 Eu. tb. s/ Lorrain. Tb. s/ a morte por Ar e morte por Mar. Analiso Lorrain. 95 ss. Percy (sensato) 133 Percy s/ Rafael (! “x”) 150 Phila s/ “subjetividade”. S/ Natureza. S/ verbal e codificação. ( 170 - Dó-Mi-Sol) (Phila) 174 Eu (entro pq. acho que é assente o que o Phila dizia) 184 Aninha s/ o dinossauro. 185 ss. Phila prossegue. 220 Eu > pergunto. 221 Phila prossegue.
[ Na papeleta aparece uma chave com o nome do Phila abrangendo: (252 Motivos da Emoção 263 Mínimo denominador comum = subjetividade ( na Arte ) 271 Todos. 274 Percy (ofendendo? Fala s/ ego do Phila. Mas com elegância) (Percy é sempre sensato no óbvio). (288 Cris chega) 334 ss. Percy sugerindo ao Phila a dar mergulho nas artes plásticas. DISCUSSÃO / ALGAZARRA. 359 Saussure. 366 Teste s/ “quente” ou “frio”.
( zorra total )
382 Eu apelo [ TTRISTE ] . Mas c/ razão 393 Phila - código do espectro solar da cor. 403 Eu criticando o “casal” [ RRISO/TTRISTE/RRISO } >>> s/ educação de filhos x pensamento s/ Arte. 435 ss. Brincadeira s/ futuro das opiniões. Phila x Eu e Percy [ RRISO ] 441 Percy x Aninha. 445 cont. Zorra! 458 Phila Alan. 465 ss. Phila >> espectro da luz. Visualidade. 476 Percy > critica o Phila. Defende um código visual. 484 Aninha. 490 Percy x Aninha. 497 “Código” prismático da cor. 510 Percy > s/ Phila 516 Eu 526 Phila (contexto). 540 ss. Eu s/ cores e convenções 574 [ TTRISTE] QUEBRA-SE UM PAU TREMENDO! [ TTRISTE] 584 O que que me deixou tão puto no que o Phila falou? 588 Percy acalma... com teoria. 600 PAU OUTRA VEZ [TTRISTE] 609 Percy s/ Impressionistas e s/ Rembrandt. In 625 está ótimo. 633 Alan meio bebum [RRISO] 641 fim.
Fitinha n. 11 Lado A
0/45 Beatles pôr em velocidade rápida. [RRISO]. Eu assobio. 89/94 Eu = louco [TTRISTE RRISO] (tosse - chá de aroeira) 95/101 [ riscado : “Dif. entre” ] Quem não é egocêntrico é egoista, pq., não podendo curtir o ego pra fora, ele curte pra dentro, esse é o problema principal. Há pessoas aparentemente tímidas, sem ego... cuidado! podem ser tremendas egoistas ! Eu, que sou um puta de um louco, na minha egolatria... eu não sou nem um pouco egoista. É uma questão de curtir pra dentro e curtir pra fora. Como assim o bicha que toca de ouvido, também. Augusto Boal.. um dia destes um cara perguntou: - Porra, esse cara não é bicha? Eu falei: - Toca de ouvido. O dia que ele tiver oportunidade de aprender música ele dá. São naturezas... que tocam de ouvido. Assim como o bom músico” (8/8/87) 122 João Bosco no “Perdidos na Noite”. - Chamo a Elza para ouvir. 375/468 Maguila no “Perdidos na Noite”. 469/518 Tatá e Escova no “Perdidos na Noite” (imitando o Sílvio Santos) (risada minha) (15/8/87 ) 517/526 Aninha (alegrinha!!! [RRISO] . Tb. Elza. 540 Eu assobiando “Carinhoso” PASSADO PARA CASSETE/SONY DO QUARTO. 553 “A última vontade dos mortos é a penúltima dos vivos” (Lucas, !) 554 “Agora aquela lá do Noel Rosa, que não comia na frente dos outros porque tinha vergonha ( falta do maxilar inferior ) e quando estava sozinho não comia porque não tinha fome”...O Percy gostou. 555 Seria a consciência socialista... isto é...a consciência do socialismo uma questão meramente de educação? Eu não sei... eu acho que o homem gosta de jogar... Como o ser humano é, por natureza, um jogador, devido à questão de achar-se no mundo jogado ao acaso ( ele não sabe de onde ele veio nem pra onde ele vai ... ele é um feixe biológico imperscrutado ainda) ele tem fascínio pelo jogo. Esse fascínio pelo jogo é o que explica a inerência de todo jogador que existe em todas as constantes e povos da humanidade. Acredito que isso explique, portanto, que a adminstração dos bens materiais envolva sempre um jogo também: por exemplo, um condomínio... o sujeito... pra ser feliz ele precisa roubar um pouco... o administrador que tem que administrar um bem público, ele sente aquele fascínio do roubo. Será que isso, esse jogo, que representa a última constância do roubo, impediria a Humanidade de caminhar prum socialismo global? Me pergunto hoje, jogando essas idéias no gravador, no dia 23 de agosto de 1987. 569 Falo no Maércio [ ( Pra identificar uma canção )] --- ( !!! [mús.] ) 579/614 (fim) Com Willy, s/ o livro do Bebê. Ele não quer gravar, mas fala (586) [ Analisa o livro com grande inteligência/sagacidade ]. Faz uma parábola com “Turista aprendiz”/Mário de Andrade [ Turista na Harmonia] (!!!) Mostrar ao Flo, SP, 16-3-95.
Fitinha n. 11 Lado B
0/276 ( cont.) Willy analisando para mim o livro do Flo, 1987 (livro s/ o Schoenberg, harmonia) ( 32 ss. pequena crítica, mas positiva) ( 45 - mostra uma força do livro do Flo.) ( 80 ss. Eu ( 111 - Acorde Tristão . Continuo após a fala do Willy, não gravada. 144 - Willy 145 ss. Eu e Willy s/ “acordes Tristão, Scriábine, Chopin”etc. 171 ss. Willy explicando os acordes. 185/198 Uma pergunta minha s/ a importância ou não também pra quem não vai usar = Wylly 200 Willy - ( gravação fica c/ impura) 229 MOSTRAR AO FLO. 25O (Grifar.) 277/297 Dó-Mi-Sol Eu : vivo falando que não é um problema cultural, mas de molde do ouvido interno: existe uma queda natural do som para aquilo que se chama consonância, uma redundância daquilo que se chama até hoje a “agradabilidade”: houve algumas tentativas de se fazer um estudo sobre a tristeza e alegria, a clareza ou escuridão do som. Assobio 2 melodias, uma feita na hora por mim, outra do Scott Joplin, ouça. A minha é feia, a do Joplin é belíssima, embora ambas caíssem, ao fim de cada frase, nas perfeitas resoluções de tônica/dominante. Ia checar com o Willy ou com o Bebê. 302/377 A melodia mais triste que até hoje ouvi em minha vida: o que é? Comentário s/ seu autor: Borodin! Falo s/ suas DANÇAS POLOVETSIANAS. Aqui é o noturno s/ o qto. de cordas n. 2. Falo s/ as melodias de Chaplin. Tb. digo que os artistas menores são autores das maiores tristezas. A naturalidade do som. Tchaikowsky e as tristes Variações s/ um tema rococó. Tchaikowsky= um pequeno artista maior. Borodin= um grande artista menor. Falei isso. Será que não está invertido ? (perg. de 9/11/1997) 377/394 Madrugada de 13/8/1987, um sabiá. (!). Frulato. Ouça. 397/422 Fiaminghi falando sobre os pássaros de seu bairro e de seu sítio. Nós 2 assoviamos os sabiás. 423 15-9-87, 3h da manhã, ateliê do Orlando eu, Fiaminghi e Orlando já saído. 433 Colocar o UM NINHO DE MAFAGAFOS em Allemongs. 437 A irmã do Zelão é muito granjeira (Machado) (= i.e., é muito carola. Igrejeira) 444 Solo de sax maravilhoso. Bateria (também) dissonante. 454 Solo de um trombone genial. 485 Falo no nome da orquestra. Palmas. 493 16 p/ 17 de set. de 87. Estava tocando o III Free Jazz Festival. Algo como Dill, (era o Gil Evans) . [Lógico que não podia ser o Bill Evans, (o imenso pianista)...pelo instrumento] [9/11/1997] 505 Müsica e algo que falo, gemo, ininteligível. 516 Comento s/ Chick Corea. 555 O cara é “GUILL” (pronúncia do apresentador, i.e., GIL EVANS. 562 20/9/1987 Benedetto Marcello (!) 580 Quando dois loucos se encontram é um perigo. Mas, muito mais perigoso é quando dois loucos se reencontram.
Fitinha n. 12 Lado A
0/595 ( FITA VAI ATÉ No. 685 ) Em alemão, HANS V. HUMPERT, um dos pioneiros da MÚSICA CONCRETA/ELETROACÚSTICA, Colônia, AL., no Goethe Institut, 20-8-1987, com intérprete (Conrado Silva). MOSTRAR AO FLO.(MOSTRAR A ELE N. 300 ss. [VÁRIAS EXECUÇÕES.]
[ CONT. TODO O LADO B ]
Fitinha n. 12 Lado B
0/ [ Continuação do Lado a ] [ ENTREVISTA E A MÚSICA DO ESPETÁCULO/CONFERÊNCIA ( NO GOETHE INSTITUT, como dito acima). ( N. 58+-, ouve-se? : “(...) o MENEZES projetou (sic?) (...) “) 124 “...Florivaldo Menezes Filho”... 369 “Dinâmica baseada no tempo.” 581/ 658 [ MÚSICA MINIMALISTA ][MOSTRAR AO FLO.] [ COMO FOI GRAVADO POR MIM EM VELOCIDADE LENTA E NÃO NO BOTÃOZINHO “NORMAL”, COLOQUE NA VELOCIDADE NORMAL (MAIS RÁPIDA) QUE DARÁ PARA PERCEBER MELHOR AS CARACTERÍSTICAS DA “MUSICA MINIMALISTA”... ] 659/FIM (684) FIM DA ENTREVISTA. [ In 682, palmas).
Fitinha n. 13 Lado A
0/57 SEM INTERESSE P/ O LIVRO ( S/ ENERGIA NUCLEAR) 58/154 Fiaminghi s/ Poire, pinga de pera (a Williams). Mete o pau em mim, chamando-me de Dr. Menezes. 20-10-1987. ( Em 98 Eu s/ a poire. (Orlando tb.) 155/172 Eu s/ pinga e vinho. 173/234 Fiaminghi s/ castas (q.d., tipos de uvas) 237/9. Eu, definindo o Fiaminghi: “um cara definitivamente inteligente é o que consegue dar argumentos convincentes pras suas burrices”. 239/352 Eu, s/ o programador automático do HQ3. Com quem? Tem tb. uma mulher. Quem são? UM GENRO DO ORLANDO? ( 290 s/ Zubin Mehta) 355/377 Elza s/ a Cris. Relata “ofensas” da Cris. - “ ‘Cê está nervosa p’qu’seu problema é falta de homem, ‘çê está precisando de homem, ‘cê não tem homem na hora qu’ce quer, seu marido tem outras mulheres por aí, não faz conta de você. [ ELZA, AO RELATAR PARA MIM, DEMONSTRA, NESSA PASSAGEM, GRANDE ANIMOSIDADE CONTRA A CRIS. ] [ Até 433 Falatório pela casa, conversa telefônica com Galrão. Brahms tocando, mov. ráp. conc. 2 p/ piano.]. 441/510 Teste grav., genro do Orlando. 519 mús. = “como pode um peixe vivo/viver fora da água fria. 530ss. Décio: “Ele conhece quase tudo, pensa qued conhece tudo e não dá valor a nada do que os outros conhecem”. 533 “Seu grande valor de originalidade é o óvio de Colombo”. 537/ Elza cantando com a musiquinha do rádio. 550/558 Fiaminghi falando, RRISO. Não dápra entender, vozerio intenso, 563: “Eu sou o Leonardo da Vinci do século 20”(FIAMINGHI). 564 Eu: Leonardo é realmente hoje tido como um gênio pelo que fez fora da pintura, pq. a pintura dele era inferior à de Rafael.” 565 Brinco com Fia, comparando-o a Leonardo pelos [ digo agora: approachs ] como a da Teoria da Rampa [ aquele jeito de subir a rampa do MAC Ibirapuera em ziguezague, subindo com uma perna e descendo com a outra, RRISO, evitando o cansaço [ v. o mecanismo de ilusão físico-ergométrica, semelhante à ilusão visual, não é óptica!, do Escher] 570/6 Comentário meu s/ Da Vinci. 577/ss. tb. ORLANDO, S/ ETERNIDADE, ÓRDEM E DESÓRDEM. 584/594 Brinco com uma criança parente. QUEM É??? VER COM A CRIS [ 13-5-98, ouvindo a fita agora ]. A criança lê um texto e ri freqüentemente. 617/ fim. Assobio.
Fitinha n. 13 Lado B
0/35 Eu e Elza s/ peru que está assando. Sobre preferência que se deve dar ao policial novo na carreira. No começo protege, com o tempo transforma-se num malfeitor [ V. EXPLICAÇÃO QUE DOU ]. 35/46 ( Velocidade lenta!) c/ Leonel/Gonçalo/ viagem que fizemos ao Rio de trem. Até 71 ( 11-março-1988 ) Aquela melodia lindíssima. Também assovio. 80/ Comento a melodia tristíssima. Canto junto. Assovio em terças. Faço contra-canto. Firulas no final. É MENDELSSOHN, Nas asas da canção. 114/132. Pergunto s/ o disco e assovio, lindamente!, a melodia, c/ ataque napolitano da frase no assovio. 135 No carro. Comento s/ as melodias (músicas) sem direção. [ Rousseau músico, p. ex., TTRISTE ]. 173/182 Dou exemplos sobre os “esquecidos” [ justamente esquecidos]. 217- 224 S/ Tarkowsky - Em casa com o DAMIÃO, padre, que, que veio a morrer, poucos anos depois, de AIDS. O amigo do Willy, nosso, Ele fala, após eu ponderar que O SACRIFÍCIO ( estávamos assistindo em casa, o vídeo) está ligado c/ a vida de Cristo, ele me pondera que está ligado ao problema da salvação/redenção. 245/ EU : “Hoje vejo: é uma vida de Cristo. Inclusive essa Maria é Isabel. Se ele pudesse podido perceber o que Isabel disse pra Maria... [ abro pra dizer há pouco, 1996, o que escrevi no livro de Clarice Lispector, após o conto “Os desastres de Sofia”, in “Legião Estrangeira”: @ - Lispector, Clarices(dentro do "Legião Estrangeira", após o conto "OS DESASTRES DE SOFIA") : "Nem Proust - penso eu - escreveria este relato fiel -literal - do que o anjo Gabriel disse a Maria naquela noite, em magistral paráfrase da "processão intelectiva" (cf.) de S. Thomaz! S.P., madrugada de 28-12-96, F.Menezes. Leitor: se você nunca mais for reler, nem emprestar a um amigo, ponha o sub-título: "[Os desastres de Sofia], ou, o Anjo Gabriel cochicha à virgem, antes de qualquer palavra". ]
( Continuação de 245/ ) ...ele não teria tido o filho que ele teve... quer dizer... ele não teria tido filho. Porque ele veio pra pôr a Humanidade numa salvação que foi uma perdição. Porque pelo princípio Cristão, você só salva alguém através da perdição. Depois que está tudo perdido é que v. pode salvar. Então eu vejo... inclusive esse sacrifício que tem aí... Se o S. José..., pra mim esse cara é pai de Cristo. Aquela Maria, a mãe, a atriz, é uma mãe de Cristo meramente escolhida, assim pelo acaso. Quer dizer, viu? estou dando a minha opinião. Existe uma transitoriedade na vida que faz com que o camarada por uma união teve [ tivera, tivesse? ] a criança lá. Agora... ele tem uma consciência de que o filho dele representa uma condição de perpetuidade da existência. Tem esperança no filho. Desde o começo do filme, parece que ela [ algo com age , arde ) naquele princípio zen, tudo isso. Acontece que o filme já está prenunciando uma apocalipse total; quer dizer: o homem nasce para o apocalipse. Pra mim a visão do Tarkowsky é essa. O homem não nasce com a esperan..., o homem nasce pra se pungir. Apocalipticamente. Parece que a desgraça toda está por acontecer aí, no pensamento dele. E poderia não ter acontecido se ele tivesse tido a oportunidade de transar com essa Isabel OU [ inaudível : “de ter transado com a Maria. Quando ele faz esse sacrifício, de experimentar o amor carnal lá, que ele pede: - Por amor de Deus, faça amor comigo!, pra mim é como quem diz assim: “Você que anunciou - pelo que diz a Bíblia - pra sua prima ( que é a patroa dela ) que eu ia ter um filho teu... se você tivesse entrado na minha vida antes e eu não tivesse tido aquele filho, essa desgraça toda que está por acontecer não aconteceria. É uma visão que eu vejo ...meio... pessimista. [ VOZES. ( 275/276 - Damião faz uma observação.) 276/ Falo: vamos ver o filme. 278/293 Damião pergunta a Cris como ela se chama. Trocamos algumas palavras, ofereço bebida, vinho? não, obrigado. Vamos à segunda parte do filme.
294/299 Digo algo como o problema é teológico. Depois quero conversar com você. Brinco e falo merda e ironizo com o Damião 303/ Passado aum tempo, talvez algumas horas. Falo ao Damião que as ilações sobre o Tarkowsky é > que eu acho que ele fez uma vida de S. José. 309/10 A Susana do Willy faz uma observação sobre a cor da árvore. 311/ EU : aquela árvore lá é um ideograma do ar.Ela é toda cheia de escrita, inclusive tem um símbolo pictográfico do ninho... não sei se você viu: quando a câmara começa a subir assim tem um ninho. Um ninho seco. Olha, o símbolo do ninho seco, o Cristo que é menino, pra mim... é o ninho seco, porque todo o filme, pra mim, gira em torno ( barulho...TTRISTE) do José e Isabel... quer dizer... eu nunca vi (inaudível, 318,5) de Cristo. 319/ DAMIÃO: “Agora, a relacão com o menino [ ele fala algo e parece não aceitar a relação que eu coloquei entre José e Isabel ] 321/ EU: pq. tem nos evangelhos apócrifos uma passagem que diz que José teria tido um encontro adulterino com a ( DAMIÃO: um encontro secreto, né?) ... um encontro secreto com a Isabel , que era prima de Maria e que deu a notícia que ia ser mãe de João Batista, que é primo de Jesus.[ repito a frase sobre o encontro secreto ]. Esse encontro pra mim corresponde a essa relação que houve aí no filme [ O SACRIFÍCIO, que estávamos assistindo] (Exultante:...] Mas isso é coisa minha, porque eu não vi nenhum cara falando isso...um approach, um approach que eu faria pra mostrar a vida de Cristo. 332/ [ Pergunto a algum circunstante: como é que você vê isso, [ algum nome que começa com MAR, que responde: eu não vejo etc. 338/346 Alguém diz que gostou muito do filme embora sem saber explicá-lo. Parece a voz do Willy fazendo uma observação. Damião afirma, e confirma, que “é teológico, o filme [ categórico] é teológico” [ A conversa gira, com Willy, Marta, Elza, sobre vinho, doces (que são oferecido) etc. etc. 346/354 [ a conversa prossegue s/ o filme. Observo que não sou forte em Tarkowsky, que Willy é que é entendido em Tarkowsky. 354/365 Elza: “Eu acho um filme meio pesado e difícil de entender, Menezes. Precisa assistir mais duas vezes e com bastante calma. Damião gostou muito, acha o filme teológico. Damião observa o efeito que certos sons dão certo sentido. 366/385 EU: Os sons falam muito, falam mais que as pessoas, no filme. Que é zen, também, o filme é muito zen, seria um Cristo revisitado pelo Zen. 386/396 Falo s/ aqueles velhos temas de fazer a arte “de sua - artista- cabeça. Ou não fazer arte enquanto não se resolvam os problemas sociais. Falo no suicídio de Maiakowsky ( MAIAKOVSKI ). [ ALUDINDO A TARKOWSKY ]. Uma arte pedagógica dirigida, tudo bem. Cê vê o Gullar aí. Se o cara é artista e faz o negócio, se o povo vai pegar, a massa vai pegar o real significado do Tarkowsky... é só daqui uns anos, né... 396/ Indagado s/ como a crítica respondeu às propostas do filme, digo que recortei tudo mas que não lí, deixei pra depois de assistir o filme, como faço sempre pra não me influenciar. 411/ Willy, no meio das razões que me fizeram não parar o filme e voltar cena, diz que gostaria de rever “aquela hora que ele está saindo. Willy pede pra voltar num determinado ponto. Papo solto, comentários sobre determinada apresentadora, na TV.
MUDOU AMBIENTE, CIRCUNSTANTES?? :
(In 439/462 uma criancinha -- a Natália --choraminga. Faço um carinho dizendo que vovô tá qui. Choro se intensifica. 466/470 E TANTOS : Eu, ouvindo um piano: “Um cara que não tem direção, vai tocando a música sem parar. [ pausa, acho que houve ] . Prossigo: 20 minutos, está nisso. ( In 473, o piano faz uma escala de acordes daquelas 4 alturas variadas comum em Mozart >>>>>>>>>>>>>>PROCURAR EM OUTRAS ANOTAÇÕES, JÁ “PEGUEI” ISSO EM UMA ÁRIA PARA CONCERTO, NUM CONCERTO PARA PIANO E ACHO QUE ATÉ NUM ÓPERA DE MOZART. TENHO ISSO ANOTADO EM ALGUM LUGAR. ) 470 E TANTOS /626: MUSICALHA DISTORCIDA. DESPREZE. 636/639 Convido a Elza pra assistir um filminho [ No cinema?] Insisto. 639/fim Outra vez aquela musicalha destorcida.
Fitinha n. 14 Lado A:
0/013 Assovio Nino Rota, Casanova? 0/039 Uma criança assovia também me imitando.Parece o Luizinho, filho do Carlinhos Raphaelli. Pergunto pela Hortência. Ele me diz que é muito bonita, tem um peitão, um trazeirão. Dou risada e pergunto pra que o trazeirão. Ele me diz, com muita, muita graça, que é pra “fazer punheta”. Gargalho. Ele prossegue que diz que é bom pra levar pro escurinho. Pena que tem muito tempo. Indago. Ele: tem muito tempo ainda [pela frente. ATENÇÃO : O QUE APARECE ENTRE COLCHETES,COMO AGORA,É COMENTÁRIO POSTERIOR] 039/ Luizinho do Carlinhos imita, com muita graça e poder de observação, o Paulo Francis falando s/ Ulisses Guimarães, Quércia etc. Ele fala : 21-7-1988. [ Acho que foi antes, veja período seguinte] In 060: Paulo Francis em sua boca (imitação) : “No dia em que o mundo acabar...eu nãovouRRIIIR ! [ subida na frase, como Paulo Francis fazia. Observação de 26-6-98, portanto posterior à sua morte ] 068/081 Digo que os pianistas que executam bem não tocam bem. Dou exemplo de Ashkenazi (Azkhenazi ?, cf.), Perhaia (v. grafia correta) , Nélson Freire. Agora, alguns não executam bem, tocam divinamente. Cláudio Arrau, Schnabel... e alguns outros que eu vou achar pra dar esse exemplo. Depois eu referencio. O próprio Horowitz... não executa bem, ele toca genialmente. É um intérprete fora do comum; dentro de uma escola romântica, expressiva-denota...conotativa ! Impressões bem subjetivas, estas [ minhas ] . O Glenn Gould é um pianista sui generis, ele não perdia...agora há um cara que toca e executa magnificamente, tocava como ninguém e executava como ninguém. Este é Dinu Lipatti. Talvez o Rachmaninoff, que eu ouvi alguma coisa dele [ i.e., com ele], seja um cara parecido. Serkin, talvez outro, pra mim. 082/085 24 de abril de 88. (Luizinho pronuncia a frase, outra vez na entonação/inflexão de Paulo Francis). “Exatamente às dez e dezesseis e vinte e quatro segundos. Até logo. Boa noite.” [ RRISO ] 086/093? “Que sem graça dizer-se em ter no prato a lentilha do amor e da esperança.” (Recito)
[ Que sem graça dizer sem ter no prato etc. etc.
[ NÃO SÓ AS TRES PRIMEIRAS PALAVRAS NÃO SEI SE SÃO BEM AQUELAS, MAS O VERBO TB. ESTÁ ININTELIGÍVEL] 095/11 Brinco com a Natália que, em 101, me “responde” engraçadinha. Em 107, outro gemidinho engraçádinho. Phila dá risada gostosa. 115/123 “Vovô tá cum bafu de onça, né bem?...Bebeu, bebeu um whiskinho, hein?...hein? [ Ela responde com gemidinhos, cf. 117] 125/139 EU: [ Parece-me agora que estou falando ao telefone ] :“Primeiro [ ? ] Percy, Quintiliano, Zé Olympio, Nílton, eu tou gravando, é mais fácil; Lívio, Zé da Veiga, que?, Willy, Willy também; Willy, Gonçalo, Leonel...quem mais? Elza dá outro nome; sr. Jayme [ ESTOU ANUNCIANDO UNS NOMES PARA QUÊ?...] 142/ Natália chora meio forte. 144/ “Barbeiro, engraxate, puta, tira, garção e ecólatras [ sic? “ególatras”? ] Falo s/ leitores da Folha da Tarde. Ninguém tinha interesse de “um livro como o do Phila” 154/160: Volpi foi um homem único. Não tinha a menor maldade...mas também parece que não ligava pra bondade. A gente falava, falava e falava e ele sorria. Um sorriso lindo como o da Bia Seidl. Na arte ele também foi único: ele criava o que já tinha criado, que ele próprio já tinha criado. Era como um Deus. 160/169: Assovio e falo que é tudo em contra-tempo. 170/183: Digo, ouvindo Callas, que ela canta como se tivesse uma batata doce [ quente ] na boca. Que balança pra burro. Timbre horroroso. Ficou famosa pq. Era famosa porque estabeleceu um approach na base da beleza, do charme pessoal, era temperamental, bela, sestreira... A vida pessoal tb. Ajudava muito, amava os ricos, tinha uma boca larga, a boca larga aparece muito em sociedade, aquela boca tipo Cláudia Matarazzo, tipo Mendes Caldeira, a socialite. Juntou-se ao Onassis... aí então a coisa melhorou pro lado da mídia... mas era uma cantora medíocre>>>>>>>>>[ NOTA DE 1999: NOSSA, COMO REVEJO ISSO AGORA!!! ] 184/202 Vozes de Elza, Cris, “sussurrinhos”da Natália. 202/253 Falo c/ Natália e ela “me responde” [ouça!]. Elza tb. conversa, correspondida, c/ Natália, Elza c/ aquele seu gritinho cantado, característico de vida toda!Aninha tb. fala e propõe uma foto com ela. Pego-a no colo e ela choraminga. Depois chora forte. 254/265 Criações, enervaduras, espinhas dorsais. Tchaikovsky, Saint-Saëns, Nino Rota. P. ex., estou ouvindo agora “Carnaval dos animais”, de Saint-Saëns: no futuro dá a música de “Casanova”, do Nino Rota, no passado dá a suíte Quebra-Nozes, talvez, do Tchaikovsky, é formidável isso. [ ininteligível:] ... da modernidade, a língua da modernidade.O Nílton hoje falou, o Zelão, que o Cidadão Kane copiou todos os filmes, uai, ele tem tudo o que os outros tiveram, mas ele deu o seu recado na linguagem de sua época, a compatível com a a época em que o cara está vivendo.É algo assim como a moda, tb., coomo a política de seu tempo. É formiddável isso, a linguagem da modernidade está nessa linhagem. 266/324 Todos [ Cris tb.] falam sobre e com a Natália, que grita, “conversa”, ri alto. Aninha dialoga com ela. In 314, diálogo graciosa entre a Cris e a Aninha, s/ a semelhança do nariz – até as narinas – da Natália com a Cris. 326/340 Comenta-se sobre a data de um filme, que estávamos vendo.Fala-se s/ a aparência do corpo de Keith Carradine. Natália no centro da conversa. 344/346 Comento que a Natália vai ficar enorme. E tem tendência de usar mais a esquerda do que a direita. 346/369 Continua conversa com a Nata. (In 358, um solinho de piano Nazareth. In 371 dá risada de minhas micagens. Idem in 374. In 374/392 Uma fala do Zé Roberto.[ Nota de abril de 1999:como o Zé Roberto ordenou seu pensamento, sempre tão profundo]
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