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Um legítimo trompe - l´oeil da artísta plástica ANA ALY , exibido neste local por ser, o APÊNDICE DA INTRODUÇÃO, o repositório (este é o primeiro, inaugural mesmo) das coisas que verdadeiramente complementam, e fortificam, as confidências de minha INTRODUÇÃO. Como dito no frontispício desta, as (...) “ pessoas ou juízos que porventura se modificaram em meu pensar serão devidamente reavaliados na continuação do histórico.” ( cf ). Aqui não. Quero reservar este espaço para os “pensamentos idos e vividos”. E que, por tais, são os realmente autênticos.
[ Vídeo que fiz de um quadro de Ana Aly, legítimo trompe-l´oeil conforme pendurado em tal local. Configura um vitral com quadrados coloridos, incrustados em uma parede divisória. Além da beleza, em si, da pintura, acho que foi feliz o uso do zoom, para dar maior ilusão à contiguidade com um cômodo atrás da luz do quadro: vitrais ( falsos ) de uma janela ( inexistente...), possibilitando a transposição, para a atualidade, do recurso-fenômeno visual- ilusionismo, dos trompe-l´oeil do Barroco “ > ” Renascença.
A ilusão óptica ficou patente. Há um fecho com a autora em perfil ao pé do quadro filmado, falando algo. A ambientação doméstica também está muito bem representada pelo acaso da filmagem, com Bruna, sua filha mais nova – e muito criança na época – reclamando de algo e a mãe administrando bem a coisa.
Prolegômeno necessário...
Em 24 de novembro de 2000, menos de seis meses da morte de Philadelpho Menezes, anotei em minhas gavetinhas, hoje Gavetas do Site: “ Espero muito que, com a morte do Phila, a pintura da Aninha [ Ana Aly ] (grande Pintura Alomórfica, a exemplo do grande Orlando Marcucci!) não comprove , nem demonstre, que o que ela tinha de bom, criativo, grandioso, não fosse alfombrocóvicas, como as que Tarsila fez enquanto companheira de Oswald de Andrade, ou seja, suas poucas telas mestras "O Abapuru", "Antropofagia" e " A negra". Depois que se separou de Oswald só fez obras fracas, pálida imagem de gênio, ou pelo menos da originalidade / genuinidade, anterior. Virou uma interessante pasticheuse de Fernand Léger, sem a força deste. ( Ana & Phila, Casal Trinta!, como brincava o saudoso e genial poeta Ronaldo Azeredo. Casal chocante, como se chamavam, RRiso, !, : Anaphila (= anafilático). (“Philana” era pejorativo..., alguém filando alguém...) E, em quatro de janeiro de 2006, dona de uma obra que se solidificava a olhos vistos, dominando as mais variadas técnicas da Pintura (está também em livros e catálogos) , afora seu adentramento em outras sendas performáticas, perguntava-me, preocupado (vendo exibido, alhures, o poema do Pulmão / Mapa Mundi, deixado por Phila em seus inéditos), se não se estaria partindo para a Síndrome da co-autoria, inconscientemente, mas em alguns casos justificável ! ; o que já acontecera, por exemplo, com Cathy Berberian e seu marido Luciano Berio, quando este criou a renovadora peça musical Stripsody. Hoje, até no YouTube, Cathy, por ter sido sua mais genial intérprete, e retocadora dos gráficos sinestésicos daqueles sons e tons, mas obra plástica autônoma e intersemiótica, passa por sua autora exclusiva, inclusive das pranchas, ajudada pela exegese de Umberto Eco... Esclareça-se que desprezo qualquer alusão ao caso de Ana e Phila: no caso de Ana Aly, é sabido que a Artista colaborou, em sua arte final, na quase totalidade das obras visuais do grande poeta e teórico, exímia finalista e artista gráfica que é, além de artista plástica de imaginação ilimitada e sempre acesa, e que naquele campo muito ensinou Philadelpho. Silk-screen era um nome bonito.
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